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Sustentabilidade

Matriz elétrica brasileira: onde a energia solar se encaixa

O Brasil gera a maior parte da sua eletricidade com fontes renováveis. Veja como a matriz é composta, como a solar cresceu na última década e por que diversificar as fontes importa.

Atualizado em 2 min de leitura Equipe editorial Lumina Energia Solar
Capa: gráfico da matriz elétrica brasileira com fontes renováveis

Quando se fala em transição energética, o Brasil parte de uma posição particular: a maior parte da sua eletricidade já vem de fontes renováveis. Entender essa matriz ajuda a avaliar o papel da energia solar com precisão.

Matriz energética x matriz elétrica

A matriz energética reúne todas as fontes de energia usadas no país: combustíveis para transporte, lenha, gás, eletricidade e outras. A matriz elétrica considera apenas as fontes usadas para gerar eletricidade. No Brasil, a matriz elétrica é muito mais renovável que a energética, porque transporte e indústria ainda dependem bastante de combustíveis fósseis.

Um retrato recente

Segundo o Balanço Energético Nacional publicado pela EPE em 2026, as fontes renováveis responderam por cerca de 87% da eletricidade gerada no Brasil em 2025, um pouco abaixo do ano anterior. As hidrelétricas continuam sendo a principal fonte, e a eólica e a solar, somadas, passaram a responder por pouco mais de um quarto da geração.

A expansão da solar

Em pouco mais de uma década, a energia solar saiu de uma participação quase nula para figurar entre as maiores fontes do país em capacidade instalada, somando usinas centralizadas e geração distribuída em telhados e pequenas usinas. A geração distribuída responde pela maior parte dessa capacidade.

Por que diversificar

  • Segurança hídrica: em anos secos, geração solar e eólica ajudam a poupar a água dos reservatórios.
  • Menos termelétricas: quando falta água, o sistema recorre a usinas térmicas, muitas a combustíveis fósseis e com custo mais alto.
  • Complementaridade: em várias regiões, o período mais ensolarado coincide com o período seco.

Desafios de uma matriz com mais solar

A geração solar se concentra nas horas de sol. Isso exige da rede flexibilidade para lidar com a variação ao longo do dia, o que envolve planejamento da operação, reforço de redes e, cada vez mais, armazenamento de energia.

E as emissões?

Como a eletricidade brasileira já é predominantemente renovável, cada kWh solar evita menos CO₂ do que em países movidos a carvão. Ainda assim, a expansão da solar contribui para reduzir o uso de térmicas fósseis, principalmente em períodos de escassez hídrica.

Dados de participação variam a cada ano. Consulte as publicações mais recentes da EPE e do ONS para números atualizados.

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Este conteúdo é informativo e foi revisado em 4 de novembro de 2026. Ele não substitui a análise de um profissional habilitado nem a consulta às normas oficiais. Encontrou algo para corrigir? Avise a nossa equipe.

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