Como funciona a energia solar
A luz que chega ao telhado carrega energia. Um sistema fotovoltaico captura parte dela, transforma em eletricidade e a coloca à disposição da casa, da empresa ou da rede. O percurso tem cinco etapas, e cada uma tem um equipamento responsável.
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Captação: os módulos recebem a luz
Os módulos fotovoltaicos são formados por células de silício, um material semicondutor. Quando partículas de luz, os fótons, atingem a célula, liberam elétrons que passam a circular: nasce uma corrente elétrica contínua, que flui sempre no mesmo sentido.
Quanto mais intensa a luz, maior a corrente. Sombras, sujeira, orientação e inclinação do telhado interferem diretamente nessa etapa.
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Conversão: o inversor entra em ação
Os aparelhos e a rede da distribuidora usam corrente alternada. O inversor converte a energia dos módulos para esse formato, com tensão e frequência compatíveis (60 Hz no Brasil).
Ele também procura continuamente o ponto de máxima potência dos módulos, acompanha a rede e se desliga sozinho quando ela cai, uma proteção obrigatória para quem trabalha nos fios.
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Consumo: a energia abastece o imóvel
Já convertida, a energia passa pelo quadro de distribuição e alimenta os aparelhos que estão ligados naquele instante. Essa parcela, o consumo simultâneo, é aproveitada no próprio local e não é registrada pela distribuidora.
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Medição: o medidor registra os dois sentidos
Se a produção supera o consumo do momento, o excedente segue para a rede. O medidor bidirecional, instalado ou reprogramado pela distribuidora, registra separadamente a energia que entra no imóvel e a que sai dele.
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Compensação: o excedente vira crédito
Ao fechar o ciclo de faturamento, a energia injetada é abatida da energia consumida da rede. Se ainda sobrar, o saldo vira crédito em kWh, válido por 60 meses. Esse crédito pode ser usado no mesmo imóvel, em outros imóveis do mesmo titular ou ser dividido entre participantes de uma geração compartilhada.
Para sistemas que entraram na transição da Lei 14.300, parte da tarifa de uso da rede, o Fio B, continua sendo cobrada sobre a energia compensada. Entenda →
Por que a geração muda ao longo do dia
A produção segue a altura do sol no céu: pequena ao amanhecer, máxima por volta do meio-dia e decrescente à tarde. Nuvens criam oscilações rápidas, e as estações mudam a duração do dia.
Para estimar a produção média, usa-se a irradiação do local, expressa em horas de sol pleno:
Energia por mês ≈ kWp × horas de sol pleno × 30 × taxa de desempenho
Exemplo: 3 kWp × 4,9 × 30 × 0,78 ≈ 344 kWh por mês.
Telhado ou usina: a física é a mesma
No telhado
O sistema fica no próprio imóvel e a maior parte da energia pode ser usada na hora. É a forma mais conhecida de geração distribuída.
Em uma usina
Milhares de módulos em solo produzem energia que é injetada na rede. Os créditos podem abater o consumo de outros endereços. Saiba mais.
Compartilhada
Várias unidades consumidoras dividem os créditos de uma mesma usina, conforme percentuais informados à distribuidora.